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17/05/2016

As habilidades, as competências e, principalmente, as características de personalidade dos integrantes de uma equipe, se bem aproveitadas, favorecem a realização de um trabalho que faz a diferença, seja em situações de crise e oportunidades. Neste sentido, a criatividade tem sido uma das características cada vez mais exploradas por empresas e profissionais que não se satisfazem com o lugar comum. Conversamos com Jean Sigel, Co fundador da Escola de Criatividade, com o publicitário, escritor e palestrante Eloi Zanetti.

As pessoas tem medo de expor ideias malucas? Como o mercado e as empresas recebem as pessoas criativas?

Certo. Aliás o medo de se expor e expor ideias é um dos principais bloqueadores da inovação nas empresas. Temos medo do julgamento alheio, dos que os outros pensarão. Já reparou como as crianças não tem esse medo e com isso sempre vêm com algo extremamente original e novo, surpreendendo a todos? Mas para nós adultos, até Einstein já dizia: “Se uma ideia a princípio não for maluca, ela provavelmente não terá real valor”. Por isso não devemos ter medo de expor e compartilhar ideias, pois só assim elas poderão sair de nossas cabeças e não apodrecerem lá.

Qual o maior erro quando falamos sobre criatividade?

Eu diria que o maior erro é relacionar a criatividade apenas a grandes gênios como Picasso, Da Vinci ou Steve Jobs, e também a apenas algumas áreas como design, artes, música, etc. Esse pensamento leva ao que constatamos desde o início do trabalho da Escola de Criatividade com as pessoas, onde a cada 100 pessoas apenas 2 ou 3 se consideram criativas. Essa pergunta foi quase um choque para nós quando a aplicamos a primeira vez para um publico de 500 pessoas, pois a partir disso percebemos que o maior e primeiro bloqueio da criatividade é que as pessoas não se consideram criativas.

Qual sua maior dica para quem quer ser mais criativo?

Minha maior dica é: Não tenha medo do erro. O medo do erro é um dos maiores bloqueios para o exercício da criatividade, pois somos estigmatizados desde crianças pela família, escola e as empresas quando cometemos um erro. Se não estamos dispostos e preparados para errar, dificilmente vamos gerar idéias criativas e trazer algo realmente novo. É a partir da permissão de errar, tentar, buscar e criar que desenvolvemos boas ideias e soluções. Portanto é importante que as pessoas não tenham tanto medo em expor uma ideia ou um questionamento seja no ambiente de trabalho ou pessoal, pois a partir disso podemos realmente achar novos caminhos. Uma dica sobre o erro no ambiente profissional, é permitir e tolerar errar ou que o outro erre no início quando a ideia é apenas uma ideia. www.escoladecriatividade.com.br

Curtas:

* Cerca de 40 advogados integrantes de 21 sociedades de advogados participaram da palestra “Legal Canvas e a visão panorâmica da estratégia”, com a advogada Lara Selem e o consultor Rodrigo Bertozzi. O evento foi realizado no escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto Advogados Associados e promovido pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados do Paraná (CESA).

* Antônio da Rocha é o novo superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar). O executivo tem 25 anos de experiência em operações, logística, transportes e comércio exterior, é formado em Administração de Empresas, possui duas pós-graduações em engenharia de produção e administração de materiais e logística.

* Livro:"Aventuras Empresariais". Tido como essencial para aqueles que querem entender o mundo dos negócios e suas engrenagens, o livro conta 12 cases corporativos em que os fracassos, muito mais do que os triunfos, aparecem em destaque. AutorJohn Brooks. EditoraBest Business. 572 páginas.

Frase

“Se quer ser um pensador, considere-se um pensador. Quer ser criativo, se considere criativo” ( Sócrates )

Fonte: Bem Paraná