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25/04/2016

Ministro do Supremo participou de evento com advogados em São Paulo. Para ele, vice é bom constitucionalista e articulador político.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (24) que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) "é um homem de construção de pontes e saberá cumprir esse papel que está a exigir neste momento". Mendes participou de evento advogados em São Paulo.

“Nós somos amigos de academia, temos uma excelente relação e tenho a expectativa de que ele, como um bom constitucionalista, um político competente, se vier a ser designado presidente, terá condições de desenvolver um bom trabalho num momento extremamente delicado”, disse ele, após encontro do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), no Hotel Renaissance, nos Jardins, bairro nobre da capital paulista.

O ministro acrescentou que o país está com “a economia totalmente comprometida” e que Temer atuaria como articulador. “É um homem de construção de pontes e saberá cumprir esse papel que está a exigir este momento.”

Questionado se, com um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Temer conseguiria resolver as crises política e econômica, Mendes disse: “Considerando seu desempenho como presidente da Câmara, como vice-presidente, como bom articulador político, ele dispõe de condições de fazê-lo”.

Cunha
O ministro também foi questionado sobre os processos contra os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Em relação ao presidente Eduardo Cunha, os processos dele estão andando. “Houve uma denúncia que foi recebida e que está em fase de instrução”, disse, acrescentando que há uma outra denúncia mais recente, que não está preparada para julgamento. “Não é função do Supremo suspender as pessoas do cargo, é uma decisão que a própria Câmara tem de tomar, então, o relator está fazendo esse tipo de avaliação.”
Sobre Renan, o ministro disse que há nove inquéritos. “Mas não há nenhuma denúncia formulada, a não ser uma antiga, que não tinha sido submetida, relativa a outros casos, não relacionada à Lava Jato. Essas outras não há denúncia e o Tribunal, portanto, não tem o que fazer. Procurador-geral que terá de fazer, ou pedir o arquivamento ou terá de formular a denúncia.”

Fonte: G1