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11/08/2020
Dia do Advogado: era tecnológica transforma realidade da advocacia
Com programação e audiências virtuais, o novo mercado do Direito tem transformado a profissão e busca um perfil diferente de advogado
 
Manaus - Vive-se, hoje, uma revolução tecnológica, uma transformação profunda na forma que enxergamos o mundo, o mercado de trabalho e as relações pessoais. O uso da Inteligência Artificial, em muitas profissões, já é rotina e no Direito não é diferente. Automatização de decisões judiciais, análise e elaboração de contratos, plataformas para disputas on-line são o início de um caminho sem volta, aplicável em grande escala. Nesse cenário, os advogados do país estão se adaptando e a pandemia de Covid-19 veio para catalisar esse processo.
 
Uma pesquisa realizada com a CESA e a AB2L, durante a pandemia, mostrou a realidade que os profissionais do Direito enfrentam nesse período. Em 94% dos escritórios analisados a demanda caiu entre 20% e 70%. A rotina mudou e todos tiveram que se adaptar. Advogados foram para o home office, clientes tinham que ser atendidos remotamente, audiências foram para o on-line, reuniões viraram videoconferências, marcas concretas de um movimento que transformou uma das profissões mais tradicionais do mercado.
 
Mesmo antes do mundo entrar em quarentena, a carreira dos advogados já estava sendo impactada pelas mudanças que ferramentas como Inteligência Artificial (IA), programática (que auxilia na automação de formulação de documentos, além de ampliar o mercado de atuação) e algoritmos (o big data é aplicado à análise de dados tanto de processos quanto de clientes) trouxeram para esse mercado.
 
Com esse novo mercado crescendo, apenas 22% dos escritórios ouvidos pela pesquisa da CESA e AB2L utilizam alguma solução tecnológica oferecida por lawtechs ou legaltechs, a exemplo das ferramentas de IA ou servidores em nuvem.
 
Os escritórios que já trabalhavam de forma virtual colheram frutos durante esse período, mas a maioria teve que acelerar mudanças e digitalizar as reuniões e atendimentos, realizar audiências on-line e disponibilizar seus arquivos e acessos na nuvem para que os funcionários pudessem ter acesso.
 
“Além dos aplicativos tradicionais utilizados para organizar escritórios, por exemplo, temos a Jurimetria, que é a estatística aplicada ao contexto de casos de uma comarca, na tentativa de prever resultados e oferecer probabilidades e valores envolvidos nestas análises”, avalia o professor de Direito da faculdade Martha Falcão, Guilherme Tomizawa.   
 
Outra ferramenta apontada por ele já utilizada em escritórios é a “Visual Law”, definido como uma sub-área do Legal Design e que emprega elementos visuais ou iconográficos que facilitam a compreensão de uma petição, o que, agiliza, por exemplo, as decisões. “Deixa as petições visualmente mais limpas. É possível inserir imagens explicativas que traduzam melhor o conteúdo, por exemplo. A computação na nuvem também é uma forma interessante para armazenar dados, criar banco de dados de clientes”, disse.

 
Na avaliação do professor, a resistência em adotar novos métodos se dá, principalmente, por conta da resistência a inovações. “Isto requer um estudo para entendermos os motivos da baixa adesão. De certa forma também envolve gastos. Com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em vigor total até o ano que vem, seria necessária a instalação de antivírus ou firewalls no escritório para evitar vazamentos, por exemplo; Todos terão que estar em conformidade com a lei de proteção de dados sob pena de terem que arcar com multas pesadíssimas nesta área de dados pessoais”, completou. 
 
Sobre a Instituição
 
Fundada em Manaus no ano 2000, a Faculdade Martha Falcão Wyden possui 27 cursos de graduação entre bacharelado, licenciatura e tecnológico, além de 12 cursos de pós-graduação Lato Sensu nas áreas de Gestão e Negócios, Comunicação e Design, Meio Ambiente, Direito, Educação e Saúde. A instituição dispõe de laboratórios de referência nas áreas de Química, Física, Fisioterapia, Enfermagem e Construção Civil, além de auditório com capacidade para 270 pessoas e biblioteca com acervo de 36 mil exemplares. É a melhor instituição privada do Amazonas, segundo o IGC/MEC. Em 2014, a instituição passou a integrar o grupo Adtalem Educacional do Brasil, passando a oferecer educação de qualidade internacional, por meio de benefícios, intercâmbios e programas de suporte ao aluno.  
 
*Com informações da assessoria

Fonte: Amazonas em Tempo - AM